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EFTA Benelux concentra-se na formaçao para aumentar o rendimento em Flexografia

Adrian Tippetts entrevista Roel Seele, presidente da EFTA Benelux, sobre os motivos para investir na formação de mão de obra em tecnologia de ponta, além das melhores praticas para que a logística de tintas também tenha éxito na indústria.

Roel Seele é o presidente da EFTA Benelux, a associação técnica europeia em flexografia para os países baixos e a região Flandres Flamenga da Bélgica. A organização foi fundada em 1981, para fornecer a seus membros o domínio completo dos avanços tecnológicos em flexografia. Também oferece o networking profissional objetivando a troca de informações referentes às melhores práticas, além de proporcionar assessoria técnica sobre temas como legislação relativas ao meio ambiente, impostos e disponibilidade de vagas na indústria.

Para o Sr. Seele, ex-diretor geral da Euroflex Printing Holland BV e da Amcor Flexibles Envi, a formação e a logística de tintas são vitais para garantir competitividade na flexografia. A formação dos convertedores, sobre a importância dessa disciplina, vem sendo adquirida com a ajuda da GSE Dispensing,

O Sr. conseguiu que a logística de tintas seja uma disciplina do seu curso? Por que esse conceito é tão importante?

Certamente a logística eficiente de tintas é essencial para a competitividade em flexografia. Tinta é uma matéria prima cara, e com o simples aproveitamento das tintas de retorno, pode-se economizar muito dinheiro.

A logística de tintas evoluiu até tornar-se, atualmente, um importante propulsor de eficiência nos processos e controles de qualidade. Isso se reflete no desenvolvimento tecnológico da GSE Dispensing. Adquiri consciência da importância a logística de tintas ao longo de 30 anos na indústria, e investi nos sistemas da GSE durante esse tempo. Nos anos 80 o conceito de logística de tintas se limitava à dosagem; um equipamento básico para que se conseguisse a cor exata na quantidade exata. Hoje em dia a GSE oferece soluções muito mais interessantes e integradas, que representam mais do que o simples fornecimento de maquinário. A soluções de hoje integram reutilização de tintas de retorno de produção, soluções para amostras e software. Com esse foco, é possível abordar os desperdícios em um sentido mais amplo; não apenas com a perda de material. As soluções de hoje são mais caras, entretanto, se convertem em economias maiores para os convertedores.

Onde se vê maior potencial para redução de desperdícios na impressão flexográfica?

Com demandas por tiragens cada vez menores, a produtividade depende mais do tempo de operação da máquina do que da velocidade de impressão. Estudos tem demonstrado que a maior parte do tempo é perdida no start up da máquina. E 40% do tempo é gasto com a preparação e ajuste da cor. Com o software da GSE e as soluções de prova fora da linha de produção, obtém-se a cor esperada, com no máximo dois ajustes, economizando-se assim não somente o tempo, como as tintas e o substrato.

Que outros desenvolvimentos recentes em logística de tintas, lhes resultaram interessantes?

Os últimos desenvolvimentos na ferramenta apresentada pela GSE permitem melhor rastreabilidade dos componentes da embalagem, sendo de grande valor para a cadeia de suprimentos em seu conjunto. A rastreabilidade dos lotes de tintas utilizados em cada ordem de produção permite ao convertedor identificar de forma rápida e precisa onde está o problema. Isso é extremamente importante em flexografia, já que praticamente todas as máquinas flexo são homologadas para a indústria alimentícia, como a certificação BRC Global para segurança de alimentos. Caso uma embalagem venha a ser notificada, os convertedores devem proporcionar os dados dos componentes utilizados em até 4 horas após a notificação. Até pouco tempo atrás essa tarefa era muito difícil já que vários pedidos eram impressões com as mesmas tintas, incluindo as tintas de retorno. O Software GSE permite que esse controle seja muito mais simples.

¿Como a unidade de impressão flexo pode melhorar ainda mais seus processos?

Enquanto praticamente todas os convertedores flexo na BENELUX tenham investido em dosadores de tintas, não vejo que haja suficiente profissionalismo no controle na impressora. Com certa frequência esse controle é feito com o olho humano, entretanto, cada pessoa tem percepções diferentes às cores, níveis de luz, assim com uma série de outras contradições. Em offset, o controle está estandardizado, e esse deveria ser também o procedimento em flexografia. Os espectrofotômetros são a solução para garantir resultados objetivos e repetibilidade com qualidade.

¿Quais os principais desafios da flexografía?

Houveram desafios notáveis na tecnologia de clichés, gravação e máquinas de impressão, o que resultou em melhoramentos importantes na qualidade, especialmente no que tange à nitidez da imagem. Em um mercado cada vez mais orientado a serviços o foco agora deve estar em melhorar os tempos de resposta.

Tais desenvolvimentos são pautas a todos os envolvidos no processo flexográfico para buscar melhorias contínuas na eficiência. Mão de obra bem formada e dotada de conhecimento das ultimas técnicas e gestões e essencial para impulsionar tais mudanças.

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